INTERNACIONAL – “Presidente Lula afirma impasse no acordo UE-Mercosul por questões de compras governamentais durante Conferência Eleitoral do PT”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez declarações na noite desta sexta-feira, durante a abertura da Conferência Eleitoral do PT em Brasília, sobre o impasse nas negociações do acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul. Lula destacou que um dos motivos para o impasse está relacionado ao tema de compras governamentais, que a União Europeia pretende flexibilizar, o que o Brasil se recusa a ceder.

O presidente foi enfático ao afirmar que o Brasil não pretende ceder em compras governamentais, que segundo ele, é uma forma de atender aos interesses do governo, fortalecer a indústria e promover o crescimento das micro, pequenas e médias empresas. Lula também ressaltou a importância de estabelecer um conteúdo nacional mínimo em produtos fabricados, como uma forma de gerar emprego no país.

Recentemente, durante a 28ª Conferência das Nações Unidas para Mudanças do Clima, o presidente da França, Emmanuel Macron, se mostrou contrário a um acordo entre a União Europeia e o Mercosul. No entanto, Lula demonstrou esperança na conclusão de um acordo, apesar das negociações se arrastarem há mais de 20 anos. Além disso, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, também demonstrou otimismo em relação ao fechamento de um acordo “muito em breve” durante a Cúpula do Mercosul.

Vale ressaltar que o acordo UE-Mercosul chegou a ter um anúncio de conclusão geral em 2019, porém, nem todos os pontos foram pactuados e há um longo caminho para sua efetiva entrada em vigor. Isso se deve ao fato de que o tratado precisa ser ratificado e internalizado por cada um dos Estados integrantes de ambos os blocos econômicos, o que exigirá a aprovação pelos parlamentos e governos nacionais dos 31 países envolvidos, uma tramitação que levará anos.

Diante desse contexto, as declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva evidenciam a complexidade das negociações e a importância das questões relacionadas às compras governamentais e ao conteúdo nacional como pontos de impasse nas negociações do acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul.

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