Nos últimos anos, gangues de contrabando de drogas se espalharam por toda a América Latina, incluindo o Equador, transformando regiões pacíficas em territórios dominados por cartéis, de acordo com autoridades de segurança e diplomatas locais. A situação atingiu um ponto crítico em janeiro, quando homens armados invadiram uma transmissão ao vivo na televisão e mantiveram funcionários de presídios como reféns.
As principais questões do referendo incluem autorizar que militares patrulhem com a polícia, permitir a extradição de criminosos acusados e aumentar as penas para crimes como terrorismo e assassinato. Cinco dessas medidas alterariam a Constituição equatoriana, se aprovadas.
Pesquisas recentes sugerem que os eleitores estão mais propensos a apoiar as propostas de Noboa. No entanto, a crise energética que resultou nos cortes diários de oito horas de eletricidade, ordenados pelo presidente, está afetando sua popularidade. A empresa de pesquisas Click Research afirmou que esta situação pode influenciar a decisão dos eleitores no referendo.
Além das questões de segurança, o referendo também aborda mudanças econômicas, como permitir contratações por hora, o que tem gerado controvérsias entre a população. Investidores apoiam a postura de Noboa em relação à segurança, devido à instabilidade econômica causada pela violência no país.
Daniel Noboa, que assumiu a presidência em novembro, deve tentar a reeleição em 2025. O referendo deste domingo será crucial para determinar o rumo da segurança e da economia no Equador, e impactará diretamente na popularidade e no futuro político do presidente.






