Além disso, temas como o acordo Mercosul–União Europeia, as mudanças climáticas, a transição energética, o combate à fome e à desigualdade, e a proposta brasileira de taxação de super-ricos serão discutidos durante a estada do presidente italiano no Brasil.
A visita de Mattarella tem caráter de reciprocidade, já que em junho o presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitou a Itália, onde o Brasil participou como convidado da reunião do G7. Está previsto que durante sua visita, Mattarella assine a renovação do acordo sobre o reconhecimento recíproco de carteiras de habilitação e memorandos de entendimento entre a Universidade de Turim e a Embrapa.
A programação da visita inclui passagens por Brasília, Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador. Em São Paulo, o presidente italiano visitará o Museu da Imigração e a organização Arsenal da Esperança, que fornece assistência à população sem-teto. Já no Rio de Janeiro, Mattarella discursará no Centro Brasileiro de Relações Internacionais e encerrará sua viagem em Salvador.
Durante a visita, a questão das relações econômicas entre os dois países também será abordada. A Itália é um importante investidor no Brasil, com cerca de 1 mil empresas italianas gerando 150 mil empregos diretos no país. No entanto, há potencial para expandir as trocas comerciais, visto que as empresas italianas investiram US$ 319 milhões no Brasil no ano passado, enquanto o país importou US$ 870,4 milhões a mais do que exportou para a Itália nos primeiros meses deste ano.
