INTERNACIONAL – Oposição venezuelana não reconhece competência da Sala Eleitoral do TSJ para resolver impasse eleitoral em comunicado oficial.

A oposição venezuelana, representada pela Plataforma Unitária, emitiu um comunicado nesta quarta-feira (21) expressando sua recusa em reconhecer a competência da Sala Eleitoral do Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) para resolver a questão da eleição presidencial ocorrida em 28 de julho. Segundo o comunicado, a oposição alega que a Sala Eleitoral não tem autoridade para tomar decisões que pertencem exclusivamente ao Conselho Nacional Eleitoral (CNE), violando assim a separação dos poderes.

O comunicado destaca que qualquer sentença emitida pela Sala Eleitoral que possa validar a suposta fraude eleitoral seria considerada ineficaz e nula. Além disso, a oposição ressalta a importância da publicação das atas de escrutínio dos votos para confirmar a vitória de Edmundo González, discordando da proclamação do CNE que deu a reeleição ao atual presidente Nicolás Maduro.

A situação política na Venezuela continua complexa e envolta em polêmicas, especialmente após o TSJ realizar uma perícia nas atas eleitorais, sem convocar a participação dos partidos de oposição. Enrique Marquez, um dos candidatos, expressou sua insatisfação com o processo e questionou a transparência da perícia, ressaltando a importância da presença dos partidos e candidatos no acompanhamento das investigações.

Por outro lado, Nicolás Maduro recorreu à Sala Eleitoral do TSJ com base na Constituição do país, enquanto a oposição argumenta que essa decisão só poderia ser tomada depois de o CNE divulgar todos os detalhes da votação. O impasse persiste, com a oposição acusando o governo de fraude eleitoral e solicitando uma auditoria internacional independente das atas.

Além disso, o governo venezuelano tem acusado os Estados Unidos de promoverem um golpe de Estado no país, enquanto a oposição afirma ter publicado atas eleitorais que confirmam a vitória de seu candidato. A situação permanece delicada, com a investigação no TSJ em curso e a oposição se recusando a apresentar seus documentos eleitorais, alegando falta de transparência e imparcialidade no processo. A incerteza política na Venezuela continua a despertar preocupações tanto internas como externas.

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