Antes mesmo da calamidade, a Acnur já enfrentava desafios financeiros significativos em sua operação na Venezuela. A situação atual ressalta a necessidade imperativa de novos recursos, essenciais não apenas para a continuação da assistência já oferecida, mas também para garantir proteção a todos os afetados pelas sequências dos tremores. A agência informou que, até o dia do desastre, apenas 11% do total de recursos previstos para sua atuação no país em 2026 haviam sido assegurados.
Os impactos devastadores dos terremotos se concentraram particularmente em áreas como La Guaira e Grande Caracas, mas seu alcance se estendeu a estados adjacentes, como Miranda, Carabobo, Yaracuy, Falcón e Aragua. As consequências não se limitam às vidas perdidas; centenas de moradias foram destruídas ou severamente danificadas. Além disso, há relatos de danos significativos a hospitais e um colapso nos serviços essenciais, incluindo abastecimento de água, energia elétrica, telecomunicações e transporte.
Diante dessa terrível realidade, milhares de famílias se encontram sem condições de retornar a suas residências, buscando abrigo em escolas, igrejas, ginásios e outros locais improvisados ou até mesmo em áreas públicas. Essa situação gera domínios de vulnerabilidade, especialmente entre grupos mais sensíveis, como crianças, idosos, pessoas com deficiência e refugiados. A Acnur destaca que o cenário atual aumenta os riscos de violência, separação familiar e violações de direitos humanos.
Do valor total solicitado, a agência destina US$ 4 milhões para ações de proteção e US$ 10,85 milhões para o fornecimento de itens de socorro e soluções temporárias de abrigo. As prioridades da Acnur neste momento são claras: proteção e assistência emergencial para mitigar os efeitos deste desastre humanitário.
