A CIJ, principal órgão jurídico das Nações Unidas (ONU) responsável por julgar denúncias de crimes contra Estados, emitiu a decisão exigindo que Israel coopere plenamente com a ONU para garantir a prestação de assistência humanitária e serviços básicos aos palestinos em Gaza. Além disso, a Corte determinou a abertura de mais pontos de passagem terrestre para permitir a entrada de ajuda humanitária de forma desimpedida.
O governo brasileiro destacou a gravidade da situação em Gaza, onde a fome tem resultado em mortes, especialmente de crianças. Segundo o relatório do Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários, pelo menos 31 pessoas, incluindo 27 crianças, faleceram devido à desnutrição e desidratação na região.
As medidas cautelares impostas pela CIJ são consideradas vinculantes, o que significa que Israel deve respeitar as determinações do Tribunal. O governo brasileiro expressou sua esperança de que tais medidas conduzam a um alívio humanitário urgente em Gaza, bem como incentive um diálogo político que resulte em um cessar-fogo definitivo, a liberação de reféns e a retomada das negociações para uma solução de dois Estados na região.
Ações judiciais anteriores, movidas pela África do Sul e apoiadas pelo Brasil, acusaram Israel de genocídio em Gaza. A relatora da ONU para os territórios palestinos ocupados também denunciou o país por genocídio, ressaltando a grave situação humanitária na Faixa de Gaza.
Com a expectativa de que Israel cumpra as medidas determinadas pela CIJ, o governo brasileiro espera contribuir para a melhoria das condições de vida dos palestinos em Gaza e para a promoção do diálogo e da paz na região.
