A chancelaria mexicana divulgou essa posição na quinta-feira (15), sublinhando a necessidade de transparência na divulgação dos resultados eleitorais por parte do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela. Blinken manifestou apoio às posições de México, Brasil e Colômbia, que têm pressionado para que se divulguem os dados detalhados da votação por mesa eleitoral. Até o momento, o CNE apresentou apenas os resultados totais, declarando a vitória do presidente Nicolás Maduro, sem fornecer detalhes segregados por urna.
A eleição venezuelana tem sido alvo de contestação tanto pela oposição interna quanto por diversos países e organizações internacionais, principalmente em relação à publicação dos resultados. Os Estados Unidos, inclusive, já reconheceram a vitória do candidato opositor Edmundo González, antecipando-se à perícia judicial e à divulgação mais detalhada dos dados de votação.
Em paralelo, o presidente Lula, do Brasil, e Gustavo Petro, presidente da Colômbia, conversaram mais uma vez por telefone na quarta-feira (14) para debater uma solução para a crise política na Venezuela. Enquanto isso, o presidente mexicano Andrés Manuel López Obrador anunciou que suspendeu sua mediação com o Brasil e a Colômbia até que o TSJ publique sua decisão, o que, segundo ele, deve ocorrer ainda nesta semana.
O Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela garantiu que emitirá uma decisão definitiva em tempo oportuno. A Corte abriu uma investigação para examinar todo o processo eleitoral, motivada por alegações de um suposto ataque cibernético e pelas contestações da oposição, que questiona a veracidade dos resultados apresentados pelo CNE.
O TSJ já possui todos os dados do CNE relativos à eleição de 28 de julho. Chama atenção que o principal candidato da oposição, Edmundo González, não compareceu ao tribunal, e os partidos que o apoiam não apresentaram os documentos eleitorais que supostamente têm em mãos.
Esse cenário de judicialização e contestação eleitoral coloca em xeque a estabilidade política na Venezuela, evidenciando a necessidade de uma solução clara e transparente para legitimar o resultado da eleição e, eventualmente, apaziguar as tensões internas e externas.







