O Palácio do Planalto ressaltou a relevância do Mercosul, que abriga 73% do território da América do Sul, contempla cerca de 65% da população da região e representa aproximadamente 70% do Produto Interno Bruto (PIB) do continente. Dados recentes indicam que, em 2025, as exportações do Brasil para os países do bloco chegaram a impressionantes US$ 26 bilhões, correspondendo a 7,5% do total exportado pelo país. Além disso, o comércio do Mercosul com o resto do mundo totalizou US$ 757 bilhões, e apenas no primeiro quadrimestre de 2026, a corrente de comércio com países não pertencentes ao bloco atingiu US$ 247,3 bilhões, apresentando um crescimento de 8% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Entre as propostas que o governo brasileiro levará à cúpula, destaca-se a assinatura de um acordo que reconhecerá a nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) como um documento válido para entrada nos países do Mercosul e Estados associados. Também está previsto um protocolo de reconhecimento mútuo de identificação e autenticação eletrônica, que integrará os sistemas digitais, como o Gov.br, aos utilizados pelos países do bloco.
No que diz respeito à segurança, o Brasil apresentará uma proposta para a criação de um pacto regional que visa combater o feminicídio e a violência contra as mulheres, reforçando seu compromisso com a implementação da Estratégia Mercosul contra o Crime Organizado Transnacional, uma prioridade para a região.
Além disso, um dos pontos altos do encontro será o anúncio do aumento da contribuição brasileira ao Fundo para a Convergência Estrutural do Mercosul (Focem). Este fundo, criado para diminuir desigualdades entre os países do bloco, financia obras fundamentais nas áreas de infraestrutura, saneamento, habitação, energia e projetos sociais. Assim, a cúpula se apresenta como uma oportunidade valiosa para reavivar a importância do Mercosul e promover um futuro mais coeso entre os países envolvidos.
