Uma nota oficial da Secretaria de Comunicação Social destacou a concordância entre os presidentes na necessidade de acelerar as negociações para a formalização de um acordo entre o Mercosul e a China, que contemple as flexibilidades necessárias para facilitar as relações comerciais. Este passo é visto como essencial para fortalecer os laços econômicos e comerciais entre as duas potências.
Além disso, Lula e Xi Jinping enfatizaram a intenção de ampliar a cooperação em setores estratégicos e de alta tecnologia, como inteligência artificial, satélites, beneficiamento de minerais críticos e comércio de fertilizantes. Essas áreas são consideradas vitais para o desenvolvimento futuro e para a competitividade internacional dos países envolvidos.
A conversa ainda abordou os resultados positivos do comércio entre Brasil e China, evidenciando um crescimento nas relações comerciais e na troca de conhecimentos. Durante o diálogo, os presidentes fizeram avaliações favoráveis sobre iniciativas como a isenção de vistos para cidadãos de curta duração, que está em vigor desde maio, e as atividades programadas para celebrar o Ano Cultural Brasil-China em 2026.
Os líderes também discutiram as consequências dos conflitos globais sobre a segurança alimentar e energética. Em um momento de preocupação crescente, expressaram sua solidariedade em relação à situação humanitária em Gaza. Lula e Xi Jinping alarmaram-se com as restrições à navegação livre em regiões estratégicas como os estreitos de Ormuz e Bab el-Mandeb, reconhecendo o impacto negativo que isso pode ter na economia global.
Por último, os presidentes ressaltaram a importância do Grupo de Amigos da Paz na ONU, uma iniciativa diplomática que busca solucionar conflitos por meio do diálogo, especialmente no contexto da Guerra na Ucrânia. Apesar das críticas à ineficácia do Conselho de Segurança das Nações Unidas, ambos reafirmaram seu compromisso com o multilateralismo e a intenção de colaborar em fóruns internacionais.





