INTERNACIONAL – Lula defende soberania brasileira e critica EUA por classificar facções como terroristas; destaca que combate ao crime deve começar no território americano.

Na sexta-feira, durante uma visita à Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados de Sergipe, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou descontentamento com a recente classificação de facções criminosas brasileiras, como o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC), como organizações terroristas por autoridades dos Estados Unidos. Lula fez questão de enfatizar que essas facções são, de fato, um problema para as comunidades brasileiras e não representam a mesma ameaça que terroristas como Osama Bin Laden, a quem os EUA tipicamente se referem.

Em sua declaração, o presidente questionou a justificativa para uma intervenção estrangeira e declarou que o Brasil não aceitará ser tratado como uma “republiqueta”. Ele enfatizou que o país possui uma grandeza que deveria ser reconhecida e respeitada internacionalmente. Lula expressou sua tristeza em relação à postura das autoridades americanas, afirmando que o Brasil é um país respeitável que luta contra o crime organizado internamente. Para reforçar essa luta, mencionou que leis antifacção e de combate ao crime organizado já foram aprovadas.

O presidente também levantou preocupações sobre possíveis interesses dos EUA nas riquezas minerais brasileiras, ressaltando que, além dos problemas de segurança, o Brasil possui vastos recursos naturais e terras raras que seriam objetos de interesse americano. Ele fez um alerta sobre a necessidade de proteger a Amazônia e os recursos hídricos do país, afirmando com firmeza que a Amazônia não pertence a ninguém além dos brasileiros.

Lula destacou que, durante uma conversa com o ex-presidente Donald Trump, abordou a importância do respeito mútuo entre nações, independentemente de seu tamanho ou influência. Ele se posicionou contra a disparidade de tratamento entre países menores e os EUA, afirmando a necessidade de um diálogo respeitoso e educado. Em relação à cooperação, Lula se mostrou aberto à colaboração, mas insistiu que isso deve incluir ações nos Estados Unidos para combater o crime organizado. Ele citou casos específicos de criminosos brasileiros que estariam escondidos no país norte-americano, pedindo a entrega desses indivíduos como parte de um esforço conjunto contra a criminalidade.

Assim, o presidente Lula reafirmou seu compromisso com a segurança interna do Brasil e com a integridade da soberania nacional, chamando a atenção para a necessidade de um entendimento mais profundo e respeitoso nas relações internacionais.

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