“A gente vê, todo santo dia, declarações – que eu não sei se são brincadeira ou não – do presidente Trump dizendo que já acabou com oito guerras e que ainda não ganhou o Prêmio Nobel da Paz”, comentou o presidente brasileiro. Em seu discurso, Lula enfatizou a importância de se conceder esse prêmio ao mandatário americano como uma forma de promover um clima de paz entre as nações.
Lula aproveitou a ocasião para chamar a atenção para a crescente quantidade de conflitos ao redor do mundo, que, segundo ele, é a maior desde a Segunda Guerra Mundial. Ele observou que atualmente, “não há uma única instituição capaz de falar a palavra ‘paz'”. O presidente reiterou sua defesa do multilateralismo, contrastando-o com as práticas de unilateralismo e protecionismo que têm emergido em várias partes do globo.
“Todo mundo sabe que sou defensor do multilateralismo. Todo mundo sabe que sou inimigo do unilateralismo e do protecionismo”, declarou Lula, ressaltando a necessidade de reformular o Conselho de Segurança das Nações Unidas. Para ele, tais mudanças seriam cruciais para que a ONU cumpra o propósito para o qual foi criada em 1945, ou seja, promover a paz e a segurança internacional.
“Não é possível que você não tenha nenhuma instituição capaz de contemporizar, harmonizar e acabar com a quantidade de guerras que temos no mundo hoje”, enfatizou. Esta viagem oficial à Europa, que inclui paradas em Espanha e Alemanha, é parte da agenda internacional de Lula, que busca fomentar diálogos sobre questões globais. Após concluir seus compromissos em Portugal, ele retornará a Brasília, onde dará sequência aos assuntos da administração brasileira.







