O presidente brasileiro argumentou que os fundamentos utilizados para justificar tais tarifas são falaciosos e destacou que tais práticas tarifárias podem causar um impacto negativo nas cadeias produtivas integradas entre os dois países. Segundo Lula, a imposição de tarifas adicionais, que incluem uma sobretaxa de 25% sobre produtos como ferro e aço, calçados, açúcar e até mesmo insumos agrícolas, não só elevará os preços dos produtos nos Estados Unidos, como também levará as empresas brasileiras a buscar novos parceiros comerciais ao redor do mundo.
Ele mencionou um caráter ideológico na decisão do governo americano, insinuando que havia uma tentativa de interferir no cenário político brasileiro, especialmente em um ano eleitoral. Lula deixou claro que nunca antes um secretário de Estado dos EUA havia classificado o Brasil como um “país não-amigo”. Com isso, ele desafiou as tentativas de moldar a relação bilateral com base em desinformação.
O artigo foi compartilhado em suas redes sociais, e, durante o texto, o presidente fez referência a Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA que recentemente excluiu o Brasil da lista de parceiros amigáveis na América Latina. Lula defendeu que as tarifas não são apenas injustas, mas também um “erro estratégico”, prejudicando a economia dos Estados Unidos, que depende de insumos brasileiros.
Lula também elogiou esforços do Brasil no combate ao desmatamento e na manutenção da soberania nacional nas relações internacionais, afirmando que a reciprocidade é fundamental para a cooperação entre os países. De forma resoluta, ele expressou a disposição do Brasil para um diálogo que respeite a soberania e os interesses mútuos, encerrando seu artigo com uma mensagem clara: o Brasil não se deixará derrotar por mentiras.
