Segundo a declaração, uma operação terrestre israelense em Gaza resultaria em um grande número de vítimas civis, incluindo mulheres e crianças, o que poderia levar a um genocídio sem precedentes. A Liga Árabe e a União Africana apelaram à comunidade internacional para agir coletivamente e imediatamente para evitar um ataque prolongado contra os palestinos.
De acordo com o comunicado, a crise humanitária em Gaza está se intensificando, com falta de água, eletricidade e o sistema de saúde à beira do colapso. É urgente a criação de um corredor humanitário para fornecer ajuda à população e socorrer os feridos. No entanto, a punição coletiva não pode ser aceita como solução.
A Liga dos Estados Árabes é composta por 22 países árabes, enquanto a União Africana reúne todos os 55 países africanos. Ambas as organizações defendem a solução política baseada na visão de dois estados como a única garantia de segurança e paz para a região.
O presidente da União Africana, Moussa Faki, reforçou a posição em uma rede social, reiterando que a negação dos direitos fundamentais do povo palestino é a principal causa das tensões na região. Ele expressou preocupação com o início das hostilidades e condenou os ataques do Hamas contra Israel.
Nesta segunda-feira (16), durante a abertura do Conselho de Ministros Árabes da Justiça, o secretário-geral da Liga Árabe, Aboul Gheit, voltou a falar sobre o assunto. Ele argumentou que o ataque contra Gaza tem como objetivo punir o povo palestino e exterminá-lo, ressaltando que as 2,2 milhões de pessoas em Gaza, que estão sitiadas há 17 anos, são vulneráveis a uma política insana de vingança.
Gheit criticou a comunidade internacional por seu silêncio diante desses acontecimentos, afirmando que esse massacre continuará sendo uma vergonha para Israel e uma maldição para a consciência global. Ele considerou que o silêncio nesse momento é um crime.





