A mensagem por trás desse ataque é clara, segundo Peskov. Ele ressaltou que as decisões precipitadas dos países ocidentais, responsáveis pela produção e fornecimento de mísseis à Ucrânia, e suas participações em ataques ao território russo não serão toleradas sem uma resposta. O porta-voz destacou a capacidade da Rússia e mencionou que medidas de retaliação estão delineadas caso suas preocupações não sejam levadas em consideração.
É importante ressaltar que a Rússia não tinha a obrigação de alertar os Estados Unidos sobre o ataque, mas comunicou o país com meia hora de antecedência ao lançamento do míssil. Peskov enfatizou que Putin ainda está aberto ao diálogo, porém, criticou a postura do governo de Joe Biden, acusando-o de preferir a escalada do conflito.
Na quinta-feira (20), Putin justificou o lançamento do novo míssil em resposta aos ataques da Ucrânia, com aprovação do governo Biden, utilizando armamentos fabricados pelos EUA e Reino Unido. O presidente russo afirmou que a guerra na Ucrânia ganhou contornos globais devido a esses eventos.
Por outro lado, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, condenou veementemente o uso do novo míssil pela Rússia, classificando-o como uma escalada grave no conflito e pedindo a condenação internacional. A situação entre Rússia e Ucrânia torna-se cada vez mais tensa, com potencial de desdobramentos perigosos caso não haja um entendimento mútuo entre as partes envolvidas.
