Keiko recebeu um total de 9.233.396 votos, enquanto Sánchez ficou com 9.173.755. Apesar da vitória anunciada, a oficialização do resultado depende do Jurado Nacional Eleitoral (JNE), cuja decisão é aguardada com expectativa. A disputa, caracterizada por tensão e polarização, se mostrou dramaticamente equilibrada, chegando a momentos em que os candidatos estavam empatados em votos absolutos. Inicialmente, Keiko liderou a apuração, mas perdeu temporariamente a dianteira para Sánchez antes de retomar a liderança um dia após a reeleição.
Desde a quarta-feira da semana passada, já existiam indícios de que Keiko poderia se consagrar vencedora, ao alcançar um número de votos inalcançável pelo rival. No entanto, a vitória não ocorreu sem controvérsias. Semana passada, o candidato da esquerda declarou sua intenção de não reconhecer o resultado do segundo turno, alegando manipulações eleitorais e anunciando uma aspiração por uma recontagem dos votos, principalmente aqueles registrados no exterior. Para isso, o partido de Sánchez ajuizou uma ação na Justiça.
A transição de poder está marcada para acontecer em breve, quando Keiko assumirá a presidência do país, substituindo o atual presidente interino, José María Balcázar Zelada, que ocupa o cargo há apenas quatro meses. O contexto político do Peru tem sido marcado por um ciclo de instabilidade, com o país vivendo um período conturbado e a troca de nove presidentes nos últimos dez anos, o que levanta preocupações sobre a governabilidade e a estabilidade política para o futuro. A expectativa agora é de como este novo governo enfrentará os desafios que se avizinham.