Em comunicado oficial, o Hamas afirmou ter respondido de forma responsável e positiva à proposta, demonstrando seu compromisso com o povo de Gaza e a necessidade de deter a agressão israelense. O acordo prevê uma fase inicial de seis semanas de cessar-fogo, com a retirada gradual das forças de Israel do território palestino e a libertação de reféns mantidos pelo Hamas em troca de prisioneiros palestinos detidos por Israel.
O secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, já havia indicado que o acordo dependia da resposta do Hamas. Em declaração durante um evento nos Estados Unidos, Blinken destacou a importância da moderação e da cooperação para alcançar a paz na região. Ainda assim, ressaltou a exclusão do Hamas de possíveis futuros acordos de governança em Gaza.
Por outro lado, o presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, comemorou o progresso alcançado, atribuindo o resultado ao seu governo e enfatizando a importância de garantir que Gaza não se torne mais um refúgio seguro para terroristas. Trump também mencionou os Acordos de Abraão, assinados entre Israel e países árabes da região, como elementos que impulsionaram o conflito.
No entanto, parte do governo israelense demonstrou descontentamento com o acordo proposto. O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Bem-Gvir, classificou o possível acordo como “terrível” e instou seu colega, o Ministro das Finanças Bezalel Smotrich, a se unir a ele na oposição ao acordo.
Em suma, o anúncio do cessar-fogo entre Hamas e Israel representa um passo importante para o término do conflito de longa data na região, mas ainda há desafios a serem superados, como a reconstrução de Gaza e a definição de um governo alternativo que promova a estabilidade e a paz na região.
