A pré-contagem, divulgada pelo Registro Nacional de Estado Civil, apontou que La Espriella, da extrema-direita, obteve 43,7% dos votos, enquanto Ivan Cepeda, do atual governo, alcançou 40,9%. Com 57,8% dos mais de 41 milhões de eleitores comparecendo às urnas, a eleição demonstrou um índice de abstenção relativamente significativo, enquanto brancos e nulos somaram cerca de 3%. É importante destacar que essa pré-contagem não possui valor legal e serve apenas como um indicativo das possíveis tendências eleitorais.
A desconfiança de Petro sobre o processo de contagem remete a uma história de críticas que ele já havia levantado anteriormente. O presidente se referiu a irregularidades e à necessidade de se considerar apenas os resultados oriundos de comissões eleitorais supervisionadas. Ele destacou o papel dos irmãos Bautista, proprietários de uma empresa de tecnologia envolvida na contagem, como parte da problemática enfrentada nesta eleição.
No lado opositor, La Espriella não hesitou em acusar o governo de minar a democracia e fez um apelo aos Estados Unidos para que acompanhem de perto o segundo turno, programado para ser realizado em 21 de junho. Sua retórica enfatizou a importância de proteger a soberania nacional contra o que considera ser uma tentativa de desestabilização por parte do governo atual.
Enquanto isso, o candidato Ivan Cepeda, de esquerda, também levantou preocupações sobre a veracidade dos dados apresentados e indicou a necessidade de uma análise minuciosa sobre as discrepâncias nos registros de votos. Ele mencionou a existência de aproximadamente 885 mil fichas de inscrição a serem verificadas, indicando que estão sendo feitos esforços para garantir a integralidade e a transparência do processo.
Esse embate pendente entre as forças políticas na Colômbia não apenas reflete um desafio interno, como também pode influenciar a geopolítica da região. Dependendo do desfecho das eleições, a Colômbia poderá alinhar-se mais próximo dos Estados Unidos ou optar por continuar o governo progressista do Pacto Histórico, uma coalizão que busca reforçar as políticas sociais e ambientais. O desenrolar dessa situação é de interesse não apenas para os colombianos, mas para a estabilidade política da América do Sul como um todo, levando muitos a observar atentamente os próximos passos do processo eleitoral.
