Este grupo é composto por 27 crianças e adolescentes, 17 mulheres – incluindo duas idosas – e quatro homens adultos. Além disso, uma jovem de 22 anos, que já estava no Egito, uniu-se aos resgatados de Gaza e também embarcou neste mesmo voo. Ela é filha de uma das integrantes do grupo de repatriados em Gaza.
No último sábado (9), eles receberam autorização para cruzar a fronteira de Rafah, no sul de Gaza, em direção ao Egito, de onde seguiram de ônibus até o Cairo, onde, foram recebidos por diplomatas brasileiros e embarcaram para o Brasil. Segundo o Itamaraty, da lista de 102 pessoas enviadas pelo Brasil às autoridades israelenses, 24 não tiveram autorização para cruzar a fronteira, incluindo sete brasileiros de ascendência palestina. A maioria dos barrados é de homens.
No Brasil, esse grupo ficará de dois a três dias em Brasília,, onde receberá apoio psicológico, imunização, estabelecerá contato com familiares e parentes e questões de documentação. Para os que não possuem referências, será provido abrigo no Sistema de Assistência Social em instituições que oferecerão apoio de acolhimento e alimentação. É um suporte para que consigam se reestabelecer após passarem por uma situação bastante complexa.
Entre os repatriados está Yasmeen Rabee, irmã de Hasan Rabee, que veio anteriormente com a esposa e os filhos em outro voo que também trouxe brasileiros de Gaza. Segundo Yasmeen, eles tiveram sua casa bombardeada, ficaram sem comida e sem um lugar fixo para morar. Ela também compartilhou a situação terrível em Gaza, onde as pessoas dormem sem saber se vão acordar. Durante o conflito, ela perdeu muitos amigos, sua tia e os filhos dela.
Desde o começo da guerra entre Israel e o Hamas, em outubro, o governo brasileiro já tirou 1.524 brasileiros e palestino-brasileiros da Faixa de Gaza e de cidades israelenses, incluindo 53 animais domésticos. No total, a FAB já realizou 11 voos de repatriação por meio da Operação Voltando em Paz. O governo, no entanto, não informou sobre a previsão de um novo voo de repatriação.
