A operação de retirada foi feita por meio de dois voos de helicóptero, que levaram os brasileiros de Porto Príncipe até a cidade fronteiriça de Jimaní, na República Dominicana. Lá, o grupo, que incluía uma cidadã alemã idosa, foi recebido por funcionários da Embaixada em Santo Domingo e trasladado até a capital dominicana.
O contexto de insegurança no Haiti é um dos principais motivos que levaram à decisão do governo brasileiro de retirar seus cidadãos do país. O Haiti tem enfrentado uma guerra violenta entre gangues armadas que já resultou na morte de milhares de pessoas em 2024. O aeroporto da capital está fechado e o atendimento consular do Brasil foi suspenso há cerca de um mês devido à instabilidade no país.
Além disso, a situação política no Haiti também é preocupante, com a renúncia do último primeiro-ministro Ariel Henry no mês passado. O país, considerado o mais pobre das Américas, vive uma profunda crise humanitária, com altos índices de desemprego e analfabetismo, além da deterioração da segurança pública desde o assassinato do presidente Jovenel Moïse em 2021.
Ainda sem solução, o caso do homicídio de Moïse envolve dezenas de suspeitos, incluindo o ex-primeiro-ministro e a esposa do ex-presidente. Diante desse cenário de instabilidade, a operação de retirada dos brasileiros do Haiti demonstra a preocupação e o cuidado do governo em proteger seus cidadãos em meio a crises internacionais.
