INTERNACIONAL – Fujimori Luta pela Presidência do Peru em Meio a Contestação; Rival Convoca Protestos por Supostas Irregularidades nas Eleições

Na quinta-feira, dia 18, o cenário político peruano estava repleto de tensão e expectativa, com a candidata de direita Keiko Fujimori à frente na corrida presidencial, embora a margem de vantagem fosse estreita. Com apenas 0,6% dos votos restantes a serem contabilizados, Fujimori liderava com uma diferença de 39.115 votos em relação ao seu rival de esquerda, Roberto Sánchez. Esta é a quarta tentativa de Fujimori em conquistar a Presidência do Peru, e a contagem dos votos continua a gerar apreensão no país desde o segundo turno, que ocorreu em 7 de junho.

Os votos ainda não apurados, que totalizam cerca de 140 mil, incluem uma significativa quantidade proveniente de Lima e de peruanos residentes no exterior. De acordo com analistas, essa é uma área em que Fujimori tende a ter maior apoio, o que pode ser crucial para consolidar sua liderança. Gonzalo Márquez, diretor da consultoria Caleidos, declarou que a natureza dos votos pendentes sugere que a candidata de direita poderá aumentar sua vantagem, tornando improváveis grandes mudanças no resultado final.

Com 99,38% dos votos já contabilizados, a apuração recente indicou que Fujimori obteve 50,11% dos votos válidos, enquanto Sánchez ficou com 49,89%. Essa proximidade dos números intensificou ainda mais a polêmica em torno do processo eleitoral. Fujimori, que tem carregado o peso do legado político de seu pai, o ex-presidente Alberto Fujimori, enfrentou reveses significativos em eleições anteriores. Em 2021, por exemplo, ela perdeu por uma margem reduzida de 44.200 votos para Pedro Castillo.

Diante da situação, o partido de Sánchez questionou a validade de alguns votos e iniciou ações judiciais visando a anulação de votos que favoreceram Fujimori. Além disso, manifestações estão previstas para ocorrer em Lima, à medida que seus apoiadores se mobilizam contra o que consideram irregularidades eleitorais.

Organizações internacionais, como a Organização dos Estados Americanos (OEA) e a União Europeia, monitoraram o processo eleitoral e asseguraram que a votação se deu de maneira regular. Ambas instaram os candidatos e a população a aguardar a divulgação dos resultados oficiais antes de tomarem medidas precipitadas. Com o clima político no Peru tão volátil, a revelação do vencedor pode ter repercussões duradouras na estabilidade do país.

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