A onda de calor que atingiu a região durou cinco dias, elevando as temperaturas a impressionantes 40°C. De acordo com o sistema de monitoramento de mortalidade do Ministério da Saúde, conhecido como MoMo, essa foi a maior incidência de mortes relacionadas ao calor para o mês de junho desde 2015. A agência meteorológica Aemet informou que, durante o último mês, as temperaturas médias superaram em 3,2 graus os níveis habituais, evidenciando a severidade da situação climática.
Em um dia específico, 23 de junho, cerca de 35,7 milhões de pessoas, representando aproximadamente 73% da população espanhola, enfrentaram riscos à saúde devido ao calor extremo, dos quais 38% estavam sob risco elevado. Vale ressaltar que, desde 1975, o país vivenciou 12 ondas de calor em junho, sendo que metade dessas ocorrências sucedeu apenas na última década. Essa tendência preocupa especialistas, que observam que todos os 13 meses de junho mais quentes desde o início das medições, em 1961, ocorreram no século 21.
Aumentos de temperatura tornam-se cada vez mais frequentes no início do verão, como apontou o porta-voz da Aemet, Ruben del Campo. Durante o mês de junho, foram registrados 165 recordes de temperatura máxima, dos quais 145 eram mensais e 20 históricos, além de 225 recordes de temperaturas mínimas mais altas. Essa primeira onda de calor do verão foi notável não apenas pela sua intensidade, mas também pela sua duração, especialmente nas regiões do norte do país.
Esses dados alarmantes reforçam a necessidade urgente de atenção às medidas de proteção e preparação para eventos climáticos extremos, que parecem estar se tornando comuns em um mundo que enfrenta as consequências das mudanças climáticas.
