Fernanda frisou que o plano não se limita apenas ao aumento de recursos financeiros. Ele também contempla um compromisso com a transição ecológica, oferecendo um pacote de assistência técnica destinado a capacitar os agricultores familiares no uso de insumos biológicos, com foco na preservação ambiental. A ministra informou que, comparativamente a 2023, quando a produção de alimentos contou com um crédito de R$ 53 bilhões, o novo plano demonstra um crescimento de 9%, garantindo que os recursos cheguem não só à Região Sul, mas também a áreas que historicamente têm menor acesso, como o Norte e o Nordeste.
Outro ponto abordado pela ministra foi a criação de mecanismos de proteção para a agricultura familiar frente aos desafios das mudanças climáticas. Entre as iniciativas apresentadas, destaca-se o Pró-Agronegócio, um seguro destinado aos agricultores que optam pelo Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), e o Garantia Safra, que oferece suporte aos agricultores de subsistência nas regiões semiáridas.
Além disso, o Pronaf disponibiliza uma linha de crédito específica para adaptação climática, com recursos destinados à execução de projetos que ajudem os agricultores a se prepararem para condições climáticas adversas. Para a região semiárida, foi anunciado um edital que prevê R$ 413 milhões, permitindo que cada família receba R$ 8 mil para investir em tecnologia, irrigação ou energia solar, garantindo a resiliência da produção agrícola diante de estiagens.
Os recursos disponibilizados também viabilizam financiamentos com taxas de juros de 1,5% a 2% para ações que promovam a bioeconomia e a tecnificação da produção agrícola. Com isso, o governo busca não apenas fortalecer a produção, mas garantir a segurança alimentar e sustentabilidade das comunidades rurais em todo o país.
