Na tarde de ontem (9), essa diferença era maior, com o candidato da esquerda liderando com uma frente de 19 mil votos, quando 95,9% das urnas já haviam sido contabilizadas. Contudo, a situação se torna cada vez mais volátil, com a margem de vantagem mudando rapidamente. Até o momento da publicação desta matéria, os números precisos apontavam 9.014.951 votos para Sánchez e 9.007.614 para Keiko. Um fato interessante a ser destacado é que, nas últimas 24 horas, a diferença entre os candidatos chegou a ser superior a 40 mil votos, mas a tendê ncia de recuperação de votos por parte de Fujimori vem diminuindo essa diferença constantemente.
Vale ressaltar que a apuração dos votos dos peruanos que residem no exterior ainda está em andamento, e essa contagem tende a favorecer Keiko, que já soma 63,3% dos votos dessa parcial, em comparação com 36,6% para Sánchez. É importante destacar que, do total de 92,7 mil atas de votação, ainda restam 378 a serem contabilizadas. Entre os eleitores peruanos, 1,2 milhão estão localizados fora do país, representando cerca de 4,4% do total.
Esse pleito eleitoral, que faz parte de um ciclo desgastante na política peruana, traz à tona questões profundas. Desde 2016, o país vive uma crise política que já levou à renúncia de dois presidentes e à destituição de quatro outros. Keiko Fujimori, filha do ex-ditador Alberto Fujimori, enfrenta não só a pressão da contagem dos votos, mas também o peso de sua história, pois já foi derrotada nas últimas três eleições em segundo turno. Do outro lado, Roberto Sánchez, que foi aliado do ex-presidente Pedro Castillo, preso por tentativa de golpe de Estado, tenta capitalizar o descontentamento popular com a situação política.
A expectativa é grande para os resultados finais, que, segundo o Jurado Nacional de Eleições (JNE), só devem ser divulgados em definitivo em meados de julho, devido a novos mecanismos de recontagem implementados para garantir a transparência na apuração. Enquanto isso, tanto os apoiadores de Sánchez quanto de Fujimori permanecem em estado de alerta espectando as reviravoltas que ainda podem acontecer nas próximas horas.