Em uma declaração divulgada em seu site oficial, o ministério chinês revelou que ambos os países concordaram em criar um conselho dedicado a investimentos e um outro voltado ao comércio. O objetivo dessa iniciativa é promover negociações em torno de reduções tarifárias recíprocas em produtos específicos, além de cortes mais amplos que incluiriam itens variados, especialmente produtos agrícolas.
No que se refere à agricultura, o governo de Pequim se comprometeu a trabalhar junto aos Estados Unidos para eliminar barreiras não tarifárias e facilitar o acesso ao mercado. Entre os tópicos discutidos, o ministério destacou a intenção americana em lidar com preocupações chinesas de longa data, como a liberação automática de produtos lácteos e aquáticos, a exportação de bonsai com seus meios de cultivo para o território norte-americano e o reconhecimento da província de Shandong como livre de gripe aviária.
Por sua vez, as autoridades chinesas também se comprometeram a responder às preocupações dos EUA em relação ao registro de instalações que processam carnes bovinas, além das exportações de carne de aves originárias de alguns estados americanos para a China. Entretanto, o ministério não especificou quais empresas estariam envolvidas nas negociações, nem forneceu informações sobre volumes, valores ou prazos para a implementação das medidas acordadas.
Os desdobramentos dessa visita e os acordos temporários estabelecidos levantam questões sobre o futuro das relações comerciais entre as duas potências, que permanecem complexas e repletas de desafios em meio a um cenário global em constante evolução.





