De acordo com informações da Global Sumud Flotilla, uma outra brasileira, Beatriz Moreira de Oliveira, ligada ao Movimento dos Atingidos por Barragens, estava a bordo do barco Amazona, que conseguiu evitar as forças de ocupação israelense até alcançar águas territoriais da Grécia. Além disso, as coordenadoras da Global Sumud Brasil, Lisi Proença e Ariadne Teles, também escaparam a bordo do barco SAF SAF, desembarcando na Sicília, onde se juntaram à equipe em terra para auxiliar nas atividades.
As embarcações haviam saído de Catania, na Itália, em 26 de abril, com a intenção de entregar ajuda humanitária à população de Gaza. No entanto, os navios foram interceptados por forças israelenses na noite de quarta-feira, ao largo da Península do Peloponeso, a centenas de quilômetros da faixa costeira de Gaza. Os organizadores da flotilha denunciaram a abordagem como uma ação de pirataria e uma captura ilegal de humanos, enfatizando que essa situação revela a impunidade com que Israel opera, muito além de suas fronteiras.
Imagens divulgadas pelo grupo mostram o momento em que os soldados israelenses abordaram o navio, com a tripulação usando coletes salva-vidas e mantendo as mãos levantadas. Todos os integrantes foram levados para embarcações israelenses. Essa não é a primeira vez que incidentes similares ocorrem; em outubro do ano passado, uma operação israelense em uma flotilha da mesma organização resultou na prisão de mais de 450 participantes, incluindo a famosa ativista sueca Greta Thunberg. A situação atual levanta preocupações sobre os direitos humanos e a segurança dos envolvidos na missão de solidariedade.







