O vice-presidente, Geraldo Alckmin, foi nomeado coordenador do grupo, que representa um passo significativo em um momento de incertezas no comércio internacional. Lee Jae-Myung sublinhou que a formalização de um acordo com o Mercosul é não apenas desejável, mas urgente, visto que pode beneficiar a indústria sul-coreana e expandir a presença brasileira no mercado asiático. Ambos os líderes reconhecem que a dinâmica atual das relações comerciais globais, em especial a tensão entre o Brasil e os Estados Unidos devido a tarifas impostas, torna a colaboração entre Brasil e Coreia ainda mais crucial.
Além de discutir o comércio, os dois países assinaram uma série de acordos que abrangem diversas áreas, como defesa, educação, energia e até mesmo a exploração espacial. O presidente sul-coreano destacou a importância dos minerais críticos brasileiros, reconhecendo o potencial do Brasil como fornecedor dessa matéria-prima fundamental. Eles exploraram a ideia de criar uma base estável de oferta desses minerais, fortalecendo assim a cooperação mútua.
Lee Jae-Myung aproveitará sua visita para conhecer a comunidade coreana em São Paulo, que é a maior da América Latina, composta por mais de 50 mil pessoas. Este gesto simboliza a importância das laços culturais e da interação entre os dois países.
Além das questões comerciais e de recursos, os presidentes também se manifestaram em favor da paz e da resolução pacífica de conflitos. Enquanto Lula enfatizou a defesa da democracia frente a extremismos, Jae-Myung reiterou a necessidade de segurança por meio do diálogo. Ambos líderes concordaram sobre a relevância de construir um mundo pautado no respeito entre nações e no fortalecimento do multilateralismo.
Assim, a colaboração entre Brasil e Coreia do Sul se apresenta não apenas como uma oportunidade econômica, mas também como uma aliança estratégica em um cenário global complexo.





