O Itamaraty ressaltou que a decisão israelense de suspender a entrada de assistência humanitária em Gaza agravou a já precária situação humanitária no local e colocou em risco a estabilidade do cessar-fogo em vigor. O Brasil destacou que Israel tem a obrigação de não interromper serviços básicos e de continuar fornecendo assistência humanitária à população de Gaza, conforme estabelecido pelo direito internacional. O bloqueio imposto foi visto como uma violação grave de direitos humanitários.
Além disso, o Brasil lembrou que, de acordo com a Corte Internacional de Justiça, Israel é obrigado a garantir a prestação de serviços essenciais e assistência humanitária à população de Gaza sem qualquer impedimento. O governo brasileiro enfatizou a gravidade da obstrução deliberada e do uso político da ajuda humanitária, caracterizando tais práticas como violações do direito internacional humanitário.
O Ministério das Relações Exteriores exortou tanto Israel quanto o Hamas a retomarem as negociações, visando garantir a cessação permanente das hostilidades, a retirada das forças israelenses de Gaza, a libertação de todos os reféns e o estabelecimento de mecanismos robustos para a entrada de assistência humanitária de forma desimpedida, previsível e na escala necessária.
A suspensão da ajuda humanitária e outros bens na Faixa de Gaza teve início no último domingo, depois que o grupo Hamas rejeitou a prorrogação da primeira fase do acordo de cessar-fogo iniciado em janeiro. Em resposta, Israel retomou os ataques a Gaza, resultando em vítimas fatais e feridos, de acordo com o Ministério da Saúde do Hamas.
Diante dessa situação de escalada de violência e impasse nas negociações, o Brasil insta as partes envolvidas a cumprirem os termos do acordo de cessar-fogo e a se engajarem ativamente nas negociações para alcançar uma solução pacífica e duradoura para o conflito na região.