De acordo com Abu Ubeida, porta-voz da organização militar, o ataque do exército israelense ao local das prisioneiras da primeira etapa do acordo pode transformar a liberdade de um prisioneiro em uma tragédia. O comunicado gerou ainda mais tensão em uma situação que já era delicada, com dezenas de palestinos assassinados e centenas feridos por causa dos bombardeios de Israel.
Enquanto isso, o Hamas negou o comunicado de Israel e reafirmou o compromisso com o acordo de cessar-fogo. Izzat al-Rishq, representante político da organização palestina, enfatizou que o grupo está comprometido com o acordo anunciado pelos mediadores, apesar dos obstáculos.
O cessar-fogo foi colocado em xeque pelo gabinete do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que alegou que o Hamas teria feito exigências de última hora. A votação do acordo prevista para hoje foi suspensa devido a uma “crise de última hora” provocada pelo Hamas, conforme informou o gabinete de Netanyahu.
O acordo do cessar-fogo, mediado pelo Catar ao lado do Egito e dos Estados Unidos, foi intensamente comemorado pela população de Gaza e por manifestantes em Israel. O acordo determina uma fase inicial de seis semanas de trégua, com a retirada gradual das forças israelenses de Gaza e a libertação de reféns em troca de palestinos presos por Israel. A última fase prevê a discussão de um governo alternativo em Gaza e planos para reconstruir a região sem a participação do Hamas.
A situação segue sendo acompanhada de perto pela comunidade internacional, que espera uma resolução pacífica para o conflito entre Israel e Hamas. Todos aguardam ansiosos o desenrolar dos acontecimentos e torcem por um desfecho que traga tranquilidade e segurança para a região.





