O movimento progressista tem despertado entusiasmo na ala esquerda do partido, mas muitos analistas alertam que essa divisão pode complicar a campanha para conquistar o controle da Câmara dos Deputados e do Senado em novembro, quando ocorrerão as eleições de meio de mandato. Um dos estados onde essa divisão não ficou tão evidente foi o Alasca, onde a democrata Mary Peltola obteve mais votos do que o senador republicano em exercício, Dan S. Sullivan, nas incomuns primárias apartidárias do estado para o Senado dos EUA.
Os democratas enxergam a disputa no Alasca como uma ótima oportunidade de conquistar uma das quatro cadeiras necessárias para obter controle da Câmara, composta por 100 cadeiras. Por outro lado, a corrida pelo Senado na Flórida não apresenta um cenário promissor para os democratas, visto que o estado tem se tornado cada vez mais republicano nos últimos anos. A vitória de Angie Nixon nas primárias provavelmente coloca o estado ainda mais fora de alcance.
Angie Nixon, de 42 anos, é conhecida por seu ativismo no movimento sindical da Flórida e ganhou notoriedade este ano ao interromper uma votação na Câmara dos Deputados da Flórida protestando contra a legislação de redistritamento congressional com um megafone rosa. Ela derrotou o ex-funcionário de segurança nacional Alex Vindman, que arrecadou 16 vezes mais dinheiro do que ela e era visto como o candidato mais forte para derrotar a senadora republicana em exercício Ashley Moody nas eleições gerais de novembro. O vencedor completará os dois anos restantes do mandato do ex-senador da Flórida Marco Rubio, que atualmente ocupa o cargo de secretário de Estado de Trump.
