Diferente da abordagem mais defensiva adotada pelo Brasil em seu embate contra os noruegueses, a seleção inglesa demonstrou uma postura proativa e dominou a posse de bola em grande parte da partida. A Noruega, conhecida por sua capacidade de jogo rápido, conseguiu surpreender ao abrir o placar com um belo gol de Andreas Schjelderup, que já havia se destacado na Copa anterior. O desempenho dos escandinavos, no entanto, foi mais reativo, aproveitando a ineficiência da Inglaterra na primeira metade.
O empate veio de maneira dramática nos minutos finais do primeiro tempo, quando Bellingham, em uma jogada individual, desempatou com um belo chute. O jogador do Real Madrid tem sido uma das principais figuras desse Mundial, e sua habilidade em momentos de pressão foi crucial para a recuperação inglesa.
O segundo tempo trouxe novas emoções, com a Noruega tentando retomar a vantagem por meio de contra-ataques e passes rápidos. Apesar das tentativas, a Inglaterra conseguiu neutralizar grandes oportunidades, mesmo quando os noruegueses chegaram a acertar a trave e ver um gol anulado. A superação de Haaland, que foi bem marcado ao longo do jogo, deixou a Noruega sem as opções ofensivas necessárias para fazer valer seu potencial.
No entanto, foi na prorrogação que a estrela de Bellingham brilhou novamente. Após uma falha do goleiro Nyland, ele apareceu no lugar certo para marcar e igualar Harry Kane na artilharia do torneio, com seis gols. A decisão pela troca de Haaland, feita pelo técnico norueguês, levantou questões entre analistas sobre como a excelência do atacante poderia ter mudado o rumo do jogo.
Agora, a Inglaterra aguarda o vencedor do confronto entre Argentina e Suíça para conhecer seu adversário nas semifinais, programadas para a próxima quarta-feira, em Atlanta, enquanto a expectativa pelo título mundial retorna com força ao coração dos torcedores ingleses.
