Donyamali destacou que a decisão sobre a viagem da seleção à Copa do Mundo será tomada pelo governo e pelo Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã. Ele ainda fez questão de ressaltar que a equipe precisa estar devidamente preparada para encarar a competição, o que implica em um planejamento adequado em todas as esferas.
Em busca de garantias para a segurança de seus jogadores, a Federação de Futebol do Irã (FFIRI) solicitou à FIFA a transferência das partidas para outro local, fora dos Estados Unidos. No entanto, a entidade máxima do futebol mundial manteve sua posição de que os jogos acontecerão como originalmente previsto, descartando a possibilidade de mudança para cidades no México, conforme afirmou a presidente do México, Claudia Sheinbaum, devido a dificuldades logísticas.
As declarações do presidente da FIFA, Gianni Infantino, também trouxeram um pouco de alívio ao cenário incerto, ao afirmar que era “confiante” de que o Irã participará da Copa do Mundo, ignorando a controvérsia gerada por comentários do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que se manifestou contra a participação do Irã no evento.
Os iranianos estão programados para estrear no torneio contra a Nova Zelândia em 15 de junho, seguidos de um confronto com a Bélgica no dia 21. Ambas as partidas ocorrerão em Los Angeles. Por fim, no dia 26, a equipe enfrentará o Egito em Seattle. Se avançar para a fase eliminatória, o Irã continuará a jogar em solo norte-americano, sem a possibilidade de partidas no México ou Canadá. A tensão que permeia o ambiente é um lembrete da entrelace entre esporte e política, especialmente em um evento de magnitude global como a Copa do Mundo.
