A pesquisa envolveu 102 pacientes de 11 países, todos diagnosticados com tumores agressivos e recorrentes. Os dados revelaram que mais de um terço dos participantes apresentou uma redução significativa nas massas tumorais, e os 15 pacientes que obtiveram a remissão completa foram tratados com o medicamento conhecido como amivantamab. Este tratamento foi aplicado em indivíduos que já tinham passado por múltiplas tentativas de quimioterapia e imunoterapia sem sucesso.
O amivantamab opera através de uma abordagem tripla: ele bloqueia proteínas que favorecem o crescimento do câncer, interfere em mecanismos que blindam os tumores contra as defesas do sistema imunológico e, ainda, encoraja as células de defesa a atacar as células cancerígenas. A dosagem do medicamento é feita por meio de injeções subcutâneas a cada três semanas.
Os pesquisadores relataram que 42% dos participantes apresentaram uma diminuição no tamanho dos tumores, e a sobrevida média alcançada foi de cerca de 12 meses, um resultado encorajador para aqueles que enfrentam as últimas opções terapêuticas. Um dos pacientes do estudo, o britânico Carl Walsh, compartilhou sua experiência positiva: após o início do tratamento, notou uma melhora significativa, conseguindo retomar a alimentação normal e recuperando parte da fala à medida que os tumores diminuíam.
Apesar desses resultados promissores, especialistas ressaltam a necessidade de mais pesquisas para validar a eficácia e a segurança do amivantamab antes de uma ampliação de seu uso clínico. Atualmente, esse medicamento já possui aprovação para alguns tipos de câncer de pulmão e está em investigação para tratar outras formas, como cânceres de cérebro e estômago.
Este desenvolvimento ocorre em um contexto global de intensa pesquisa por imunoterapias e vacinas contra o câncer, com diversos sistemas de saúde, como o NHS do Reino Unido, ampliando programas de testes clínicos que buscam impulsionar o sistema imunológico para identificar e eliminar células tumorais.





