Impacto Econômico da Copa do Mundo Feminina de 2027: R$ 8,8 bilhões e 73,7 mil novos empregos no Brasil

A Copa do Mundo Feminina de 2027 promete trazer um impacto significativo à economia brasileira, com movimentações estimadas em R$ 8,8 bilhões. Essa cifra foi revelada por um estudo recente encomendado pela Embratur à Fundação Getulio Vargas, que analisou os efeitos econômicos do torneio em solo nacional.

Os dados projetam que o evento poderá incrementar o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em R$ 3,8 bilhões, representando assim 0,03% do total da economia prevista para o ano de 2025. Além disso, prevê-se a criação de 73,7 mil novos postos de trabalho, tanto diretos quanto indiretos, o que representa uma oportunidade significativa para o mercado de trabalho em diversas áreas.

Outro aspecto importante do estudo é a estimativa de distribuição de rendimentos, que deverá alcançar a somatória de R$ 4,5 bilhões, abrangendo salários e lucros. A arrecadação tributária também é um ponto alto, com uma previsão de R$ 928 milhões que vão aumentar as receitas dos cofres públicos.

Comparando os números da Copa do Mundo Feminina com eventos esportivos anteriores, é destacada a expressividade do torneio. Em 2025, os dez maiores eventos esportivos do Brasil movimentaram em conjunto R$ 4,56 bilhões, enquanto a Copa Feminina está projetada para quase dobrar esse valor.

A pesquisa ressalta que o público deve ter um impacto de R$ 4,7 bilhões, considerando uma expectativa de fluxo de 2 milhões de pessoas ao longo do mês do torneio. Esse fluxo de turistas pode sustentar cerca de 45,7 mil empregos e gerar R$ 2,4 bilhões em renda, além de arrecadar R$ 516 milhões em impostos.

É importante notar que, dos R$ 8,8 bilhões em movimentações, uma parte significativa, equivalente a 43% do total, irá para premiações internacionais. No entanto, o restante representará uma injeção direta de R$ 2,3 bilhões na economia local, contribuindo para áreas como logística, transmissão, segurança e saúde, o que deverá gerar cerca de 28 mil empregos.

Em um aspecto demográfico relevante, a pesquisa revela que cerca de 48,61% dos turistas que visitam o Brasil são mulheres. A permanência média delas é de 11 dias, e os gastos por viagem giram em torno de US$ 1.317. Os dados também indicam que as despesas das turistas estão amplamente distribuídas entre sol e praia, consumo de bens pessoais, gastronomia e atividades culturais, o que reflete um impacto ainda mais diversificado na economia.

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