IML e MP/AL fazem cruzamento de dados para liberação de corpos: 284 cadáveres aguardam sepultamento emergencial.

Em uma situação de emergência, o Instituto Médico Legal (IML) e o Ministério Público de Alagoas (MP/AL) tomaram a decisão de realizar um cruzamento de dados para agilizar a liberação de corpos que estão acumulados na sede do instituto. Mesmo após passarem por necropsia, 284 cadáveres ainda aguardam autorização para sepultamento.

Durante uma reunião entre os órgãos competentes, o Ministério Público de Alagoas buscou obter informações detalhadas sobre os corpos e ossadas armazenados no IML e a necessidade real de realizar inumações na capital alagoana. A inspeção feita pela 62ª Promotoria de Justiça da Capital à unidade da Polícia Científica gerou a reunião entre os envolvidos, incluindo a coordenação do Programa de Localização e Identificação de Desaparecidos de Alagoas (PLID/AL), a fim de estabelecer estratégias para liberar, de forma emergencial, os corpos já identificados.

Segundo a promotora de Justiça Karla Padilha, titular da Promotoria de Justiça do Controle Externo, a quantidade elevada de cadáveres e ossadas no IML, alguns acomodados por mais de uma década, demandou a realização da reunião. Padilha ressaltou a importância de realizar um cruzamento de dados para priorizar a liberação dos corpos cujos nomes estão na lista de busca do PLID.

O diretor do Instituto Médico Legal, Felipe Porciúncula, informou em resposta ao Ofício da 62ª Promotoria de Justiça da Capital sobre a existência de 78 corpos e 46 ossadas provenientes de diversas áreas de Maceió, além de outros 51 corpos e 46 ossadas recebidos de municípios alagoanos. A falta de registros informatizados foi apontada como um dos motivos do acúmulo de 284 corpos e ossadas no IML.

Além disso, o Ministério Público constatou a ausência de cruzamento de dados dos cadáveres identificados com os registros do sistema Sinalid. Com essa possibilidade, há a chance de identificar algumas vítimas de desaparecimento que constam na lista da rede PLID/AL.

Diante dessa situação, foi destacada a necessidade de vagas para inumação no IML. O diretor do Instituto ressaltou a importância de disponibilizar 360 gavetas para a resolução definitiva da situação a longo prazo. Atualmente, o IML conta com um número limitado de gavetas nos cemitérios de Maceió, o que gera uma lacuna de 260 gavetas para atender à demanda.

Essa ação conjunta entre o IML, o Ministério Público e demais entidades envolvidas visa garantir a eficácia dos procedimentos de inumação e resolver o problema de saúde pública causado pelo acúmulo de corpos na sede do Instituto Médico Legal.

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