Segundo Qassem, a situação diplomática na região está estagnada, sem qualquer avanço significativo, enquanto Israel continua suas ações militarísticas com o respaldo dos Estados Unidos. O líder do Hezbollah alertou que essas ações visam enfraquecer o Líbano, com a intenção de eliminar sua capacidade de resistência e preparar o terreno para um plano ainda mais expansivo na região. Para ele, o conflito atual transcende a questão da segurança do norte israelense, representando uma ameaça direta à soberania libanesa.
A advertência de Qassem é clara: a ofensiva israelense deve continuar enquanto o governo libanês seguir fazendo concessões. Ele fez um apelo para que as autoridades não abandonem a resistência nem cedam a pressões externas. Para ele, um caminho para a resolução da crise envolve o término imediato das agressões, a retirada de forças consideradas de ocupação, a libertação de prisioneiros e o início de um processo de reconstrução.
O secretário-geral do Hezbollah fez questão de afirmar que o povo libanês, junto com seu Exército e a resistência, não aceitará se render. “Há apenas dois caminhos: rendição ou resistência. Não nos renderemos”, declarou. Ele também acusou os EUA e Israel de tentarem fomentar divisões internas no Líbano, em particular entre as forças armadas e a resistência.
Enquanto o Hezbollah se prepara para um possível agravamento do conflito, o governo israelense elevou o nível de alerta em regiões estratégicas, como Jerusalém, as Colinas de Golã e a Alta Galileia, indicando que a segurança na área está em um estado crítico e propenso a novas escaladas de violência.




