Tragédia no Rio: Queda de helicóptero mata três colombianas e piloto durante voo panorâmico em comemoração a aniversário de 15 anos.

No último domingo, uma tragédia marcou o setor turístico do Rio de Janeiro, quando um helicóptero que realizava um voo panorâmico caiu em uma área de mata nas proximidades da Vista Chinesa, no Alto da Boa Vista. Entre as vítimas estavam três turistas colombianas: Rocio Cubillos, de 59 anos, Wendy Manrique, de 37, e a jovem Sofia Murillo, de apenas 17 anos. O piloto da aeronave, Alessandro Rocha, também não sobreviveu ao acidente. Ele tinha vasta experiência, acumulando cerca de 20 anos de atuação como instrutor e piloto.

As turistas faziam parte de um grupo familiar maior, que havia chegado ao Rio na segunda-feira anterior para comemorar o aniversário de Sofia. No momento da tragédia, três membros da família permaneciam no hangar, aguardando o retorno do helicóptero para seu próprio voo. Após a queda, o prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere, alertou sobre a necessidade de suspender temporariamente os voos panorâmicos na cidade. Ele fez um apelo à Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) para que medidas rigorosas fossem tomadas, incluindo a possibilidade de uma fiscalização mais intensa e a suspensão das atividades por tempo indeterminado.

O helicóptero envolvido no acidente era um Robinson R44, que operava sob a companhia Voos Rio Panorâmico e Serviços Aeronáuticos Ltda. O passeio contratado pelas vítimas custou cerca de R$ 4,4 mil. De acordo com informações da ANAC, a aeronave possuía um certificado de aeronavegabilidade válido até junho de 2027, e estava autorizada a realizar voos turísticos.

Após a queda, as equipes do Corpo de Bombeiros mobilizaram cerca de 40 militares para resgatar os corpos. As operações foram complicadas pela localização remota do helicóptero, que exigiu o uso de tirolesas para transportar as vítimas. Enquanto isso, a ANAC se comprometeu a colaborar com a prefeitura para fortalecer a fiscalização dos voos. Além disso, a associação de operadores turísticos de helicópteros do estado expressou seu pesar pelo acidente, enfatizando a importância de medidas que garantam a segurança nas operações aéreas.

O piloto, conhecido por sua dedicação ao trabalho e à família, deixou uma esposa e um filho de apenas cinco meses. O luto pela perda das vítimas e pela tragédia que afetou a família colombiana reverbera na comunidade turística e na população local, que clama por maior segurança nas operações de voo.

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