Os novos equipamentos instalados na estrutura do helicóptero têm como principal função interferir nas frequências de controle dos drones inimigos, neutralizando sua eficácia. Essa técnica de contramedidas eletrônicas é complementada por sistemas de detecção variados, que utilizam radar, varredura de radiofrequência e sensores ópticos. Esses dispositivos são capazes de identificar e acompanhar ameaças antes que elas atinjam a área de combate, proporcionando uma resposta rápida e eficiente.
Além de serem mais econômicos em termos de manutenção e operação do que os caças tripulados, os helicópteros de ataque, como o Mi-28NM, possuem uma capacidade de ficar mais tempo no ar. Seu arsenal inclui foguetes guiados com precisão e um canhão automático de 30 mm, o que os torna particularmente adequados para missões de combate aéreo, inclusive contra drones.
Esse helicóptero também é otimizado para funcionar como um nó de sensor elevado, intensificando a percepção situacional das redes de defesa antiaérea terrestre. Isso significa que, além de atacar drones de menor valor, o Mi-28NM também pode ser utilizado para enfrentar aeronaves tripuladas mais sofisticadas, empregando mísseis ar-ar R-74.
Outra novidade na arsenal russa é o Khrizantema-M, um míssil antitanque supersônico com alcance estendido, que se destina a ser usado em veículos terrestres e no próprio Mi-28. Essa arma tem se mostrado eficaz no combate contra blindados ucranianos, elevando os padrões de segurança da tripulação com sua cabine reforçada de titânio e vidro blindado, projetada para resistir a impactos de projéteis de até 20 mm.
Essas melhorias não apenas fortalecem a posição da Rússia no cenário militar atual, mas também demonstram uma resposta eficaz às novas dinâmicas de combate, onde drones estão se tornando uma parte cada vez mais crítica das operações militares. A modernização do Mi-28NM é um exemplo claro de como a tecnologia continua a moldar a face da guerra moderna.
