O levantamento indica que aproximadamente 22,7% dos entrevistados já se aventuraram nas apostas online. A modalidade mais popular entre esses apostadores é a de apostas esportivas, citada por 60,9% dos participantes. Jogos de cassino, como o “tigrinho”, estão em segundo lugar, com 49,4% das menções. É importante ressaltar que, como a pesquisa permitiu múltiplas respostas, muitos entrevistados relataram participar de mais de um tipo de aposta.
A pesquisa também revela um perfil predominante entre os apostadores. A grande maioria é do sexo masculino, representando 65,6%, enquanto as mulheres correspondem a 34,4%. Em termos de faixa etária, os jovens entre 25 e 34 anos lideram, com 36,1% de participação, seguidos pela faixa de 18 a 24 anos, com 24,8%. Quanto à escolaridade, 66,9% dos apostadores possuem ensino médio completo, enquanto apenas 12,9% têm diploma de ensino superior. Curiosamente, 70% deles utilizam o próprio salário para realizar as apostas.
A renda dos apostadores também apresenta uma característica interessante: 36% têm uma renda que varia entre um e dois salários mínimos, enquanto 19,7% ganham entre dois e três salários mínimos. Em relação aos motivos que levam essas pessoas a apostar, 48,7% citam a expectativa de retorno financeiro. Para 28,3%, o jogo é visto como uma oportunidade para ganhar dinheiro rápido, e 20,4% o encaram como uma forma de renda extra.
Outro ponto alarmante é que quase metade dos apostadores (48,5%) não se preocupou em verificar a legalidade dos sites antes de apostar. Além disso, 69,9% afirmaram que receberam propagandas de apostas online por meio das redes sociais. A pesquisa revelou, ainda, que 45,3% dos entrevistados com uma visão negativa sobre as apostas acreditam que a principal maneira de combater o problema é aumentar a fiscalização. Para 40,1%, o ideal seria extinguir as plataformas de apostas, enquanto 23,3% defendem uma diferenciação nas propagandas do setor.
Esses dados não apenas ilustram um crescimento significativo do mercado de apostas online na região, mas também evidenciam a necessidade de uma reflexão mais profunda sobre o impacto social e econômico desse fenômeno.
