Grupo Fictor Obtém Aprovação de Recuperação Judicial e Nomeação de Vigilante Após Crise Financeira e Envolvimento com Banco Master

O Grupo Fictor, uma holding que atua em uma variedade de setores, incluindo alimentos, serviços financeiros, infraestrutura e energia, obteve a aprovação para seu pedido de recuperação judicial, conforme decisão proferida pela Justiça de São Paulo na noite de 17 de abril. A medida é um desdobramento das dificuldades financeiras enfrentadas pelo conglomerado, que culminaram na apresentação do pedido em 2 de fevereiro de 2026. Inicialmente, a recuperação contemplava apenas a Fictor Holding e a Fictor Invest, mas um mês depois, em 2 de março, o escopo do pedido foi ampliado para incluir 41 empresas do grupo, com 28 subsidiárias solicitadas pela própria empresa e 13 adicionadas por determinação judicial após perícia independente.

O deferimento da recuperação judicial não apenas suspendeu por 30 dias as ações de cobrança e execuções contra as empresas, mas também resultou na nomeação de um agente de monitoramento, conhecido como “watchdog”, para supervisionar as operações do grupo durante este período crítico. A intenção desse mecanismo é garantir maior transparência e evitar ações fraudulentas, assegurando que as empresas reconstruam sua credibilidade e operem de maneira adequada enquanto reorganizam suas finanças.

Em sua decisão, a juíza Fernanda Perez Jacomini enfatizou a necessidade de proteger as atividades do grupo e evitar prejuízos coletivos em um momento de crise econômico-financeira. Segundo a magistrada, o indeferimento do pedido de recuperação poderia levar à insolvência do grupo, o que teria um impacto negativo não apenas nas empresas envolvidas, mas também sobre outros credores. A Justiça determinou que, dentro de 60 dias, o Grupo Fictor apresentasse um plano detalhado de recuperação e um cronograma de pagamentos para seus credores, sob pena de conversão da recuperação em falência.

As dívidas totais do conglomerado são estimadas em cerca de R$ 4,2 bilhões. Em uma declaração pública, o Grupo Fictor reconheceu que sua crise de liquidez foi acentuada pela liquidação do Banco Master, ocorrida em 18 de novembro do ano anterior, e que sua reputação foi severamente prejudicada por especulações de mercado. A holding manifestou a esperança de que a recuperação judicial permita a reestruturação de suas operações e a restauração de sua posição no mercado como um player significativo.

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