Guimarães, que assume um papel crucial como articulador político no Palácio do Planalto, também trouxe à tona a questão da regulamentação do trabalho por aplicativo, informando que o tema será postergado para depois das eleições. Ele atribuiu esse adiamento à falta de consenso entre o governo, o Congresso e as empresas envolvidas. “Se o texto fosse aprovado como está, o ônus político recairia sobre o governo”, explicou, ressaltando a complexidade do tema e a necessidade de um alinhamento mais robusto antes de qualquer votação.
Além disso, o novo ministro se posicionou contra a manutenção da chamada “taxa das blusinhas”, um imposto de 20% sobre importações de até US$ 50, implementado em 2024. Guimarães caracterizou essa taxa como um dos principais fatores de desgaste para a imagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele argumentou que, se necessário, a revogação desse imposto poderia contribuir significativamente para melhorar a popularidade do governo, especialmente em um cenário eleitoral crescente, onde a candidatura de Flavio Bolsonaro ganha força nas pesquisas.
Em relação às medidas econômicas, Guimarães destacou que o governo não permitirá que o peso dos tributos seja transferido para os consumidores. “Sabemos que a economia é globalizada, e o impacto nos preços do diesel e da gasolina é uma questão delicada. Nos próximos dias, novas medidas serão anunciadas”, garantiu. Essa afirmação surge após a divulgação, há dez dias, de um pacote que inclui a subvenção de importações de diesel e isenções tributárias para o biodiesel, embora o ministro tenha ressaltado que essas ações são insuficientes para enfrentar os desafios trazidos pela crise internacional.
Com as preocupações em alta e um ambiente econômico desafiador, José Guimarães promete um governo proativo na busca por soluções que mitiguem o impacto econômico nas vidas dos brasileiros.
