Um dos principais desafios identificados pelos técnicos do governo é o risco de inadimplência, uma preocupação pertinente, dado que muitos desses trabalhadores operam de maneira informal e têm uma renda que pode ser considerada baixa. Para mitigar esse risco, o governo avalia a utilização de um fundo garantidor, que serviria como uma rede de proteção financeira contra possíveis calotes. O Fundo de Garantia de Operações (FGO) está entre as alternativas em discussão, com o intuito de oferecer segurança tanto para os trabalhadores quanto para as instituições financeiras envolvidas.
Além disso, há a possibilidade de que os bancos exijam a contratação de um seguro, uma vez que a recuperação de motos nos casos de calote se mostra mais complexa do que a de veículos automotores, como os carros. Essa exigência também está relacionada à forma como o governo quer estruturar o desconto das parcelas do empréstimo diretamente da conta bancária dos entregadores.
Em termos de público-alvo, os especialistas estimam que o plano poderia beneficiar entre 700 mil e 1,2 milhão de entregadores em todo o Brasil. O valor médio das motos financiadas deve girar em torno de R$ 17.800, um montante significativamente inferior ao limite de R$ 150 mil estabelecido para o financiamento de automóveis no programa Move Aplicativos.
Outra inovação prevista é a possibilidade de que os recursos sejam utilizados para a compra de motos elétricas, cuja faixa de preço varia entre R$ 8 mil e R$ 9 mil. Importante destacar que não haverá exigência de que o fabricante seja uma empresa nacional.
Embora os detalhes da proposta ainda estejam sendo afinados, o presidente Lula demonstra urgência em anunciar a iniciativa, prevendo que isso aconteça ainda neste mês, inserindo-a em um conjunto de medidas voltadas para o apoio a categorias de trabalhadores em um ano eleitoral.





