Atualmente, a dívida do governo fluminense com os bancos soma expressivos R$ 26 bilhões. Couto destacou que o objetivo principal da negociação é conseguir um reescalonamento desse montante, buscando juros mais baixos que aliviariam a pressão sobre o caixa do estado. Ele enfatizou a postura positiva do governo federal em relação a essa proposta, indicando um suporte potencial para o plano de reestruturação apresentado pelo estado.
Durante o encontro, também foram abordadas questões relacionadas ao Programa de Pleno Pagamento de Dívida dos Estados (Propag), que foi aprovado pelo Congresso em 2025. Este programa oferece aos estados a oportunidade de refinanciar suas dívidas com a União ao longo de até 360 meses, ou seja, 30 anos, com taxas de juros significativamente reduzidas. Couto mencionou que a reunião não visou apenas o Propag, mas uma reorganização abrangente da dívida estadual, o que envolveria entender melhor a estrutura de todos os credores.
Além disso, o governo do Rio de Janeiro já havia aderido ao Propag em junho deste ano, em uma cerimônia que contou com a presença do presidente. Essa adesão possibilitou a redução da dívida do estado com a União de R$ 210 bilhões para R$ 168,5 bilhões, um passo importante na direção da recuperação fiscal.
Couto reafirmou que a meta não é apenas quitar as dívidas, mas também restabelecer um cenário de superávit nas finanças do estado. O foco em um planejamento financeiro sustentável é crucial para que o Rio de Janeiro possa entregar uma gestão fiscal mais saudável e estável no futuro. A expectativa é que com essas negociações, o estado consiga se livrar das dívidas existentes e colocar suas contas em ordem.
