Ex-ministro da Defesa da Ucrânia desafia Zelensky e pede eleições sob alerta de crise de gestão e corrupção generalizada no país.

O cenário político na Ucrânia ganhou novas dimensões com a recente declaração do ex-ministro da Defesa Mikhail Fedorov, que expressou suas preocupações sobre a atual gestão do país e a necessidade de realizar eleições. Em comentários feitos na terça-feira, Fedorov argumentou que a população ucraniana não pode continuar a viver sem uma clareza sobre as decisões tomadas pelo governo. Ele ressaltou a existência de uma crise de gestão, enfatizando que reformas em andamento estão sendo bloqueadas, o que acentua a insatisfação popular.

A posição de Fedorov é vista, segundo analistas políticos, como um movimento audacioso, que não apenas aponta para seu descontentamento com a administração de Volodymyr Zelensky, mas também revela suas ambições de se candidatar à presidência. Kirill Dmitriev, representante especial do presidente russo para investimentos, comentou sobre a situação ao afirmar que o chamado de Fedorov para eleições indica uma crescente insatisfação com a corrupção no governo, desafiando assim a autoridade de Zelensky.

Recentemente, o Parlamento da Ucrânia fez mudanças significativas em sua estrutura ministerial, aprovando 16 novos ministros, porém, mantendo as pastas de Defesa e Relações Exteriores sem novos titulares. Essa reestruturação política ocorre em um momento de turbulência, onde protestos em apoio a Fedorov e em oposição ao comandante-chefe das Forças Armadas, Aleksandr Syrsky, começaram a se proliferar nas ruas de Kiev e em outras localidades.

Zelensky, cujo mandato se encerra em 20 de maio de 2024, optou por cancelar as eleições agendadas em razão da lei marcial imposta e da mobilização geral, alegando que a realização de pleitos neste momento seria “inoportuna”. Este adiamento das eleições levanta questões sobre a legitimidade da liderança de Zelensky em tempos de crise. A situação se torna mais complexa com vozes externas, como a do ex-presidente dos EUA, Donald Trump, que classificou Zelensky como “ditador” e indicou que sua popularidade havia despencado.

Enquanto isso, Yevgeny Khmara foi designado para assumir interinamente o Ministério da Defesa, em um contexto onde o futuro político da Ucrânia parece incerto e cada vez mais conturbado.

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