Governo de Alagoas é criticado por deputado por uso de força policial contra manifestação pacífica de policiais civis em busca de aumento salarial.

Na sessão plenária desta quarta-feira, o deputado Delegado Leonam, do União Brasil, expressou sua indignação em relação à atuação do Governo do Estado de Alagoas. Durante a discussão, ele criticou o uso de viaturas e a mobilização da equipe de gerenciamento de crise da Polícia Militar para reprimir uma manifestação pacífica organizada por policiais civis. O ato, que ocorreu em frente à Procuradoria Geral do Estado, tinha como principal reivindicação o pagamento de um reajuste salarial para a categoria.

Leonam não hesitou em qualificar a situação como “lamentável”, ressaltando a disparidade entre os recursos disponíveis para reprimir a manifestação e a necessidade urgente dos mesmos em diversas áreas do estado. “Enquanto muitos bairros de Maceió e de Alagoas carecem de viaturas para combater a criminalidade, observamos um uso excessivo da força policial contra uma manifestação que é legítima e justa”, afirmou o deputado.

Ele citou como exemplo o recente incidente envolvendo o sargento reformado Cícero Irineu, que foi baleado em um ataque criminoso no bairro Salvador Lyra. “Em situações de emergência, não temos viaturas disponíveis. No entanto, para conter policiais civis que reivindicam direitos já reconhecidos, o governo mobiliza um extenso aparato policial”, criticou Leonam.

O deputado também enfatizou que o aumento salarial solicitado pelos policiais civis não é apenas uma demanda, mas sim um direito respaldado por decisões administrativas e judiciais. Ele pediu uma postura mais assertiva e responsável do governador Paulo Dantas em relação à questão. “É essencial que o governador tome as rédeas de maneira coerente e responsável”, declarou.

Por fim, Leonam ressaltou a necessidade de que o Estado cumpra com as obrigações que têm para com os policiais civis. “Atualmente, esses profissionais trabalham até 40 horas semanais ou mais, mas recebem salário correspondente a apenas 30 horas. É apenas justo que esse cenário seja corrigido e que, a partir de agora, eles recebam os valores dignos que merecem”, concluiu o deputado. A situação revela um grave descompasso na forma como o governo de Alagoas lida com as demandas de seus servidores.

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