De acordo com informações publicadas no X (antigo Twitter) pelo ministro da Cultura, Bartlomiej Sienkiewicz, o presidente Andrzej Duda vetou um projeto de financiamento do governo para as empresas estatais de comunicação. Em resposta, Sienkiewicz tomou a decisão de pôr em liquidação a Telewizja Polska SA, Polskie Radio SA e Polska Agencja Prasowa SA. Segundo o ministro, a liquidação garantirá a operação contínua dessas empresas, permitirá realizar as mudanças necessárias e evitará demissões.
A medida tomada pelo governo polonês foi duramente criticada pela oposição, que acusou o governo de destruir a mídia no país. Enquanto o presidente atua como chefe de Estado e tem o poder de vetar projetos, o primeiro-ministro é o chefe de Governo e determina os rumos do país. Após vencer as eleições gerais de outubro e garantir apoio para formar um Gabinete, o premier Donald Tusk deu início a um processo de mudança na postura das empresas estatais de comunicação do país, que por anos foram consideradas ferramentas de propaganda do Partido Lei e Justiça (PiS).
Após inúmeras mudanças nos comandos das empresas, o governo decidiu liquidar as empresas estatais de comunicação, alegando a necessidade de promover mudanças e evitar demissões. Apesar disso, a medida foi duramente criticada pela oposição, que acusou o governo de destruir a mídia polonesa. Segundo relatório da ONG Repórteres Sem Fronteiras, as companhias se tornaram “ferramentas de propaganda” do PiS, propagando ideias conservadoras e discurso de ódio.
Diante disso, o governo de Tusk deu início a um processo de “imparcialização” das empresas estatais de comunicação, o que gerou críticas e protestos de lideranças do PiS e antigos dirigentes das empresas. A ação também recebeu críticas do chefe de gabinete de Duda, Marcin Mastalerek, que afirmou que a falta de poder das autoridades foi evidenciada pela decisão.