Alckmin criticou a proposta, classificando-a como injusta e descabida, e chamou a atenção para a necessidade de diálogo como principal estratégia para evitar que essa medida se concretize. Ele enfatizou que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva está empenhado em trabalhar para reverter essa recomendação, argumentando que esforços anteriores de negociação foram obstaculizados por grupos que priorizam interesses pessoais e eleitorais em detrimento do bem-estar nacional.
Durante a entrevista, o vice-presidente destacou a defesa do Brasil em relação a vários pontos levantados pelo USTR, que incluem preocupações sobre o sistema de pagamentos instantâneos conhecido como PIX, a atuação das grandes empresas de tecnologia, acordos do Mercosul, combate à corrupção, propriedade intelectual, bem como temas relacionados ao etanol e desmatamento ilegal. Alckmin abordou o PIX, afirmando que se trata de um “patrimônio nacional” que beneficia a população e não deve ser alvo de críticas, enfatizando que sua inclusão nesse debate é ilógica e inaceitável.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, corroborou essa afirmação, ressaltando a importância do PIX como um símbolo da soberania financeira do Brasil, além de reafirmar que essa questão está fora de qualquer negociação com os Estados Unidos. Durigan também criticou as ações de representantes do ex-presidente Jair Bolsonaro, que, segundo ele, têm prejudicado a posição do Brasil nas negociações internacionais.
Alckmin também abordou a questão das tarifas de importação, destacando os desequilíbrios na balança comercial com os Estados Unidos e as tarifas de importação que, segundo ele, favorecem o comércio norte-americano. Ele finalizou enfatizando que o Brasil tem um compromisso sério com a redução do desmatamento e que, nos últimos anos, o país tem alcançado avanços significativos nessa área.
O governo brasileiro se mostra determinado a preservar seus interesses e reforçar a soberania nas negociações comerciais, buscando minimizar os impactos de recomendações consideradas desfavoráveis e injustas.
