Os ativistas faziam parte de uma flotilha que se dirigia à Faixa de Gaza com o objetivo de levar ajuda humanitária. No dia 18 de abril, as embarcações foram interceptadas em águas internacionais pelas autoridades israelenses, ocasionando a detenção dos passageiros. Além dos quatro brasileiros, a Flotilha Global Sumud reportou que 428 ativistas de direitos humanos, que promovem a causa palestina, estão desaparecidos, levando a comunidade internacional a expressar preocupação.
A nota oficial emitida pelo Itamaraty deixou claro o repúdio do governo brasileiro ao tratamento degradante e desumano a que os ativistas foram submetidos. A declaração exigiu a libertação imediata de todos os detidos e um respeito integral aos direitos e à dignidade dos ativistas, alinhando-se aos compromissos internacionais que Israel deve observar, como a Convenção contra a Tortura.
A embaixada brasileira em Tel Aviv informou que os detidos seriam levados para o porto de Ashdod e, em seguida, transferidos para o centro de detenção Ktzi’ot. Entre os brasileiros detidos estão Ariadne Teles, Beatriz Moreira e Thainara Rogério, além do pediatra Cássio Pelegrini, todos envolvidos na missão de levar auxílio ao povo palestino.
Esta situação crítica levou a uma resposta tensa do governo israelense, com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu tentando distanciar-se das declarações de Ben-Gvir, afirmando que suas ações não representam os valores do estado israelense. O chanceler Gideon Saar também criticou o ministro por supostamente prejudicar a imagem do país. A repercussão deste caso destaca a complexidade das relações internacionais envolvendo questões de direitos humanos e ajuda humanitária na região do Oriente Médio.





