A proposta, a ser formalizada através de uma medida provisória a ser assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, estabeleceria uma compensação que poderia alcançar até R$ 0,89 por litro de gasolina e R$ 0,35 por litro de diesel. No entanto, o governo considera inicialmente uma compensação reduzida, variando entre R$ 0,40 e R$ 0,45 por litro de gasolina. Esse subsídio funcionaria na prática como uma devolução parcial de tributos federais relacionados aos combustíveis, incluindo PIS, Cofins e Cide.
O ministro do Planejamento, Bruno Moretti, comparou essa iniciativa a um mecanismo de “cashback tributário”, enfatizando que a devolução dos tributos servirá como uma subvenção para ajudar a absorver os choques de preço que os consumidores enfrentam. Essa medida se torna ainda mais pertinente com a recente alta do barril do petróleo tipo Brent, que chegou a ser cotado acima de US$ 100, refletindo a instabilidade geopolítica no Oriente Médio.
O custo mensal estimado do subsídio pode chegar a R$ 1,2 bilhão para a gasolina e R$ 1,7 bilhão para o diesel, embora o governo assegure que o programa deverá manter a neutralidade fiscal. As empresas que se beneficiarem do subsídio terão a obrigação de repassar o desconto ao consumidor final, e isso deverá ser demonstrado de forma transparente nas notas fiscais.
A princípio, o subsídio terá uma duração de dois meses, mas pode ser prorrogado, dependendo da continuidade das pressões internacionais sobre os preços dos combustíveis. Além disso, o governo já enviou ao Congresso um projeto que permite o uso de receitas extras do petróleo para reduzir impostos em períodos de alta acentuada, buscando uma mitigação adicional dos impactos financeiros sobre a população.
Com essas medidas, o governo se propõe a enfrentar um dos desafios econômicos mais urgentes do momento, buscando equilibrar a necessidade de preços justos para os consumidores com as realidades do mercado global de petróleo.
