As irregularidades foram amplamente reveladas durante a inspeção realizada em abril de 2026, em parceria com o Centro de Vigilância do estado e a vigilância municipal. Foram registradas 76 não conformidades, que incluem sérias falhas relacionadas à qualidade microbiológica, além de deficiências no controle de materiais de embalagem. Em resposta às descobertas, a Anvisa publicou a Resolução 1.834/2026, determinando a suspensão da fabricação e a retirada dos lotes de produtos, incluindo detergentes e desinfetantes da linha Ypê.
O presidente Safatle mencionou que a Anvisa, em conjunto com o fabricante, está trabalhado em reuniões técnicas para mitigar os riscos identificados. Ele ressaltou que a empresa tem investido esforços significativos para corrigir as falhas e prometeu conformidade com as exigências sanitárias até a quinta-feira. A determinação de não utilizar os produtos e contatar a empresa foi reiterada durante a coletiva.
A diretoria da Anvisa decidiu adiar a análise do recurso apresentado pela Química Amparo em relação à Resolução 1.834/2026, programando um novo julgamento para sexta-feira. Safatle ainda aproveitou a oportunidade para defender a atuação do órgão e criticou a desinformação nas redes sociais em decorrência das medidas tomadas contra a marca Ipê. Ele enfatizou que a divulgação de informações incorretas não só deteriora o debate público, mas também pode comprometer a saúde da população.
Pseudomonas aeruginosa, que é comum em ambientes como água e solo, apresenta um risco maior para pessoas imunocomprometidas, pacientes em tratamento de câncer, transplantados, além de bebês e idosos. A empresa Ypê, por seu lado, declarou estar colaborando plenamente com a Anvisa na busca por soluções para a situação e está apresentando dados técnicos de microbiologia e análise de risco para os consumidores. A Ypê solicitou a manutenção do recurso que suspendeu a resolução, até a finalização das documentações requisitadas pela Anvisa.
