Esse pacote de exonerações surge em meio a uma série de modificações já realizadas nas primeiras esferas do governo estadual, incluindo as secretarias de Fazenda, Planejamento e Meio Ambiente, todas fortemente ligadas à gestão anterior de Cláudio Castro. Na véspera da nova rodada de demissões, Couto já havia alterado funções em diversos níveis da administração pública, trazendo à tona uma verdadeira “dança das cadeiras” no governo.
Analisando a distribuição das exonerações, nota-se que aproximadamente 50 demissões ocorreram na Secretaria de Ambiente e Sustentabilidade; outras 50 exigências foram feitas em setores como Cultura, Turismo e Habitação. A Casa Civil e a Secretaria de Governo, que abrange o Detran, somaram cerca de 10 exonerações, enquanto a Rioprevidência e a Controladoria-Geral do Estado registraram, cada uma, cerca de 6 dispensas. A Secretaria de Fazenda teve uma única exoneração, referente ao cargo de chefe de gabinete.
Entre as mudanças mais notáveis, destaque para a saída de Adilson de Faria Maciel da Secretaria de Planejamento e Gestão, substituído por Rafael Ventura Abreu. Maciel vinha desempenhando múltiplas funções desde 2023, incluindo a presidência do Conselho Fiscal da Companhia Estadual de Habitação (Cehab). Seu sucessor, Rafael Abreu, traz para o cargo sua experiência prévia como superintendente de Planejamento.
Na Secretaria da Fazenda, Juliano Pasqual foi substituído por Guilherme Macedo Reis Mercês, que anteriormente havia gerido funções cruciais durante a pandemia. Mercês é um economista respeitado, com formação pela UERJ e qualificações em instituições renomadas como Oxford e Columbia.
A Secretaria de Meio Ambiente também verá mudanças significativas com a entrada de Rodrigo Tostes de Alencar Mascarenhas no lugar de Diego de Andrade Faro Teles. Além disso, Couto reforçou a Procuradoria Geral do Estado, nomeando Bruno Teixeira Dubeux, que já liderou a PGE-RJ entre 2020 e 2023, sendo reconhecido por suas iniciativas voltadas para a igualdade de gênero e combate ao racismo institucional. Essa reconfiguração se desenha em um cenário onde o governador interino busca firmar sua autoridade e acelerar a implementação de novas políticas para o estado.







